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Forças Armadas de São Tomé e Príncipe no processo de desenvolvimento do país | Jornal Digital
Lusofonia

36.º aniversário

Forças Armadas de São Tomé e Príncipe no processo de desenvolvimento do país

2012-09-10 16:25:34

São Tomé – As Forças Armadas são um «instrumento decisivo do processo de desenvolvimento do país, tendo em conta nomeadamente o papel que STP pode e deve desempenhar no golfo da Guiné, cuja importância geoestratégica no mundo é cada vez maior», considerou o Presidente da República.

Manuel Pinto da Costa projecta a instituição como um factor de extrema importância para a «credibilização externa do país» e para responder aos «novos fenómenos» como a pirataria, terrorismo, tráfico de droga e controlo ambiental.

«As Forças Armadas de São Tomé e Príncipe (FASTP) são um símbolo por excelência da soberania e da unidade nacional e nos dias de hoje, podem e devem assumir um papel fundamental na projecção externa do país no seio da comunidade internacional», sublinhou.

As FASTP devem ser dotadas de meios modernos para terem capacidade de resposta operacional, com vista à defesa marítima da nossa imensa
Zona Económica Exclusiva, bem como «ambicionar ter uma palavra a dizer no plano da segurança regional», aproveitando a mais-valia que representa a posição estratégica do arquipélago.

O Chefe de Estado fez estas declarações na cerimónia de juramento de bandeira de 361 mancebos, que marcou, no dia 6 de Setembro, a celebração do 36.º aniversário das FASTP, no campo do Quartel do Morro.

De salientar que estão em curso, há já algum tempo, reformas no sector castrense. A nova organização das Forças Armadas, por exemplo, assenta num Estado-maior das Forças Armadas e nos dois ramos das Forças Armadas: Exército e Marinha.

Há cerca de uma semana, foram empossados, pela primeira vez, o Chefe do Estado-maior e o seu adjunto, nomeadamente o brigadeiro Felisberto
Maria Segundo e o coronel Horácio de Sousa.

No seu primeiro acto público, o Chefe do Estado-maior garantiu
que irá prosseguir com as reformas impostas por lei.

Felisberto Maria Segundo anunciou ainda as principais áreas em que a hierarquia militar irá continuar a desenvolver as suas acções: «implementação do novo Estado-maior das Forças Armadas por forma a estabelecer as relações de comando adequadas». Atenção à Zona Económica Exclusiva através da observação do serviço de vigilância, fiscalização e policiamento marítimo para a «efectivação da autoridade do Estado no mar».

Em terra, o exército deve fazer-se presente em todo o território nacional para garantir a defesa das infra-estruturas críticas e anular «outras formas de ameaça que possam fazer perigar a soberania e a independência nacional», bem como realizar uma «actividade dissuasora contra os actos que ponham em causa a segurança interna, sem substituir as instituições vocacionadas especialmente para este fim».

A formação e qualificação dos quadros e treino operacional das tropas, na perspectiva de alcançar padrões de exigência cada vez mais elevados, o reequipamento das Forças Armadas, tendo por base a lei de programação militar recentemente aprovada pela Assembleia Nacional, assim como o aprofundamento do relacionamento entre as Forças Armadas e a sociedade civil no cumprimento de missões de interesse geral a cargo do Estado, a colaboração nas tarefas relacionadas com a satisfação das necessidades básicas da população e a melhoria da condição de vida da população, fazem igualmente do roteiro traçado pelos novos responsáveis da cadeia de comando.

Entretanto, o comandante supremo das Forças Armadas alertou: Para que a instituição possa desempenhar cabalmente o seu papel deve ter atenção permanente e especial do poder político na modernização dos meios ao
seu dispor, bem como na dignificação da condição de ser militar.

Pinto da Costa aproveitou a oportunidade para agradecer, em nome do Estado, aos parceiros de cooperação que bastante têm contribuído para que
as FASTP desempenhem de uma forma cada vez mais eficaz as suas missões ao
serviço do povo e do desenvolvimento do país.

Não deixou de homenagear os que diariamente dedicam com «honra,
espírito de missão, unidade, disciplina e trabalho» a patriótica missão de
servir o país, a democracia e a liberdade nas Forças Armadas.

A homenagem pública estendeu-se ao Tenente-coronel Idalécio Pachire, que cessou as suas funções como comandante do Exército, pelo «elevado sentido de dever, honra, competência e dedicação à Pátria que ao longo dos anos revelou no exercício das suas funções nas circunstâncias difíceis que todos conhecemos».

O Presidente da República destacou ainda as virtudes do serviço militar obrigatório, considerando que «pode e deve constituir uma verdadeira escola de valores éticos e morais ao serviço da formação da nossa juventude, o que consistirá sempre um inestimável serviço prestado à sociedade».

Renovou ainda o compromisso de tudo fazer para «contribuir para um cada vez maior prestígio das Forças Armadas, reiterando a confiança no futuro na instituição que orgulha o país e os são-tomenses».

(c) PNN Portuguese News Network

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