Cabo Verde: Aumento de passageiros revela retoma do turismo
Praia - Apesar da crise financeira internacional e nacional, o turismo e o sector de transportes aéreos dão sinais de retoma das suas actividades em Cabo Verde, de acordo com dados revelados pela Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) segundo os quais o tráfego de passageiros nos aeroportos do arquipélago cresceu 11,2% em 2011, face ao ano anterior.
Durante o ano passado, passaram pelos aeroportos cabo-verdianos um milhão 783 mil 111 passageiros, enquanto, a nível do carga, foram transportadas mais de quatro mil toneladas, o que representa um crescimento de 9,3%.
Pela primeira vez, o tráfego internacional superou o nacional, tendo o primeiro registado um aumento de 20,8%, enquanto, a nível doméstico, os dados revelam também um crescimento de 2,8%.
De acordo com a ASA, o movimento de aeronaves cresceu 9,2%, sendo 12,3% no internacional e 7,9% no doméstico.
Por seu turno, a FIR Oceânica do Sal, onde se encontra o maior aeroporto internacional do país, controlou 44 170 aeronaves, ou seja, cerca de 21 por dia, o que representou um crescimento de 12,6% em relação ao ano anterior, facto considerado «extraordinário», pela ASA.
Apesar da construção de mais três aeroportos internacionais nos últimos sete anos, embora de pequeno porte, o Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, foi aquele que acolheu o maior número de passageiros (576 mil 323), na sua maioria provenientes do exterior, seguido do Aeroporto Internacional da Praia (528 mil 495 passageiros), Boa Vista (364 mil 990 passageiros) e S.Vicente (196 mil 562 passageiros), este último inaugurado há apenas dois anos.
Na análise do economista João Silva, em declarações à PNN, «esses dados revelam claramente uma retoma da economia cabo-verdiana, particularmente o turismo», como prova o aumento de passageiros com destino à Boa Vista (30%) e Sal (8,6%), os dois principais centros turísticos do país.
João Silva adverte, no entanto, para este cenário, que poderá alterar-se rapidamente já que depende de contingências externas e totalmente incontroladas por Cabo Verde.
«É só a crise demorar por muito mais tempo ou até tornar-se mais pronfunda nos países europeus emissores de turistas para Cabo Verde, como Portugal, Reino Unido, Suécia e Itália, ou ainda outros destinos se mostrarem mais competitivos, que a situação pode inverter-se», alerta o especialista, que acredita estar a crise internacional num momento de alguma esperança, principalmente pela retoma da economia, ainda que tímida, dos EUA.
Dados oficiais, do Banco de Cabo Verde e do Ministério das Finanças, estimam um crescimento da economia cabo-vediana entre 5,5 e 6% em 2012 e entre 6,5 e 7% em 2013.
(c) PNN Portuguese News Network
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