José Sócrates reforçou que mantém a confiança na ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e na política em curso para o sector, sublinhando que não vai demitir a ministra, «Isto nunca esteve em causa», afirmou.
Quando confrontado pelos jornalistas com o número de professores que se juntaram em Lisboa contra o sistema de avaliação, Sócrates desvalorizou a participação massiva do sector, «O que me convence não é a força dos números, é a força da razão», afirmou.
Sócrates, garante, contudo que «entende bem» a insatisfação dos professores», mas assegura que «a pior injustiça que se fez nestes últimos 20 anos aos professores foi deixar tudo como estava». E, que acabar com a progressão automática é «a melhor forma de valorizar e dignificar os professores é fazer uma avaliação por mérito».
Citado pelo Público, Sócrates deixou bem claro que «As pessoas têm o direito de se manifestar. Mas era o que faltava se a acção governativa dependesse agora do nível das manifestações», mas «Quem determina a acção governativa são os portugueses quando escolhem o governo. É bom que não nos esqueçamos disso».
Admitindo que o sistema de avaliação dos professores, em curso desde Janeiro, poderá ser melhorado, o primeiro-ministro afirma que «Nós estamos muito disponíveis para ouvir boas sugestões para que os métodos de avaliação melhorem. É este trabalho, aliás, que a ministra está a fazer com as escolas, com os conselhos directivos». |