Em conferência de imprensa dada no Parlamento, Paulo Portas, líder do CDS-PP afirmou «Este orçamento é um assalto aos contribuintes», estimando em 3250 milhões de euros o acréscimo da carga fiscal no próximo ano. «É tempo de fazer contas. Se dividirmos o aumento de receitas em IRS desde 2005 até agora, a factura Sócrates já custou, em média, a cada contribuinte mais 600 euros», acrescentou.
Paulo Porta acusou o governo de «fanatismo fiscal». «Este Orçamento de Estado é a expressão do fanatismo fiscal», afirmou, considerando que, para cumprir os objectivos inscritos no orçamento, «o Estado vai ter de quebrar direitos e garantias elementares dos contribuintes»
Outra razão apontada por Paulo Portas para votar contra o OE, prende-se com as medidas previstas para os idosos e reformados, «O orçamento consagra mais uma redução do nível de pensões a partir do qual há sujeição a imposto», afirmou o líder acusando o governo de «insensibilidade social».
O dirigente pôs também em questão a credibilidade das previsões orçamentais, lembrando que estas falharam em 2007 em relação à receita do IVA e do imposto do tabaco e duvidando da não inscrição no documento das despesas e receitas com a Estradas de Portugal.
As falhas na reforma da administração política, a insuficiência das medidas de apoio às empresas e à economia privada e o não aumento das verbas destinadas a pessoal das forças de segurança foram outras das razões apontadas por Paulo Portas para o voto contra do CDS-PP.
A discussão e votação na generalidade do OE para 2008 no Parlamento está marcada para 6, 7 e 8 de Novembro e a discussão na especialidade para 22 e 23 do mesmo mês, culminando na votação final global do documento. |